Habilitação no Radar e no Siscomex: como funciona

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Muitas pessoas desejam habilitar a empresa no RADAR e ficam se perguntando, como o processo é feito?

Quais são as modalidades de habilitação?

Então vou escrever rapidamente um artigo para ajudar a esclarecer alguns detalhes importantes:

QUAIS SÃO AS MODALIDADES EXISTENTES?

As modalidades são habilitação pessoa física e pessoa jurídica.

Para PESSOA JURÍDICA quais são as SUBMODALIDADES?

1- Expressa: importações até US$ 50.000 a cada 6 meses e exportações ILIMITADAS.

2- Limitada: importações até US$ 150.000 a cada 6 meses e exportações ILIMITADAS.

3- Ilimitada: importações ILIMITADAS e exportações ILIMITADAS.

EM QUAIS DELAS HAVERÁ VERIFICAÇÃO DA CAPACIDADE FINANCEIRA DA EMPRESA?

Apenas na LIMITADA e ILIMITADA.

QUALQUER EMPRESA PODE CONSEGUIR UM RADAR EXPRESSO?

Sim, até o MEI Microempreendedor individual consegue.

QUEM ESTARÁ HABILITADO NO SISCOMEX?

Inicialmente será o responsável legal pela empresa e posteriormente o representante legal (normalmente despachante aduaneiro).

EXISTE ALGUM CURSO ONLINE PARA ME ENSINAR A FAZER A HABILITAÇÃO DA EMPRESA?

Tem sim.

Conheça neste link:

http://www.cursosdecomercioexterior.com.br/cursohabilitacaonoradar.htm

Whatsapp: 31 98411.8218

PARA IMPORTAR PELOS CORREIOS OU REMESSA EXPRESSA PRECISO DO RADAR?

Não precisa.

O PROCEDIMENTO DE HABILITAÇÃO É FÁCIL DE SER FEITO?

Posso dizer que não é fácil e nem complicado. Fica no meio termo.

Então é isso aí pessoal!

Espero que o artigo tenha ajudado a esclarecer alguns pontos importantes e se quiser mais informações entre em contato!

Um abraço!

Professor Henrique Mascarenhas

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Graduação e pós graduação em Comércio Exterior

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A profissão de comércio exterior: minha experiência entre 1993 até hoje

Quando resolvi fazer vestibular para Comércio Exterior em 1993, tinha uma noção muito vaga das atividades exercidas por este profissional e fiz o vestibular motivado principalmente pela possibilidade de trabalhar com empresas e com pessoas em todo mundo. Sabia basicamente que este profissional atuava com importação e exportação, sabia que ele comunicava e negociava com pessoas e empresas em outros países e sabia que ele precisava ser um profissional versátil para lidar com diferentes culturas e situações.

E para quem ainda não sabe, o nome correto do curso é (Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior), sendo o profissional que forma em Comércio Exterior, um administrador de empresas e a principal função deste profissional é planejar e gerenciar as atividades de importação e de exportação.

Naquela época quando fiz o vestibular poucas empresas no Brasil trabalhavam com importação e exportação e o mercado brasileiro ainda não estava muito aberto aos produtos importados e também poucas empresas faziam exportação. Havia poucas oportunidades de emprego e de estágio pois o setor ainda estava bastante limitado e ainda estava começando a se consolidar como um dos segmentos mais importantes da economia.

Em 1993 a internet, a informática e os sistemas de comunicação ainda estavam começando a ganhar força e o mundo praticamente não era globalizado. Eu vivenciei a era do fax (pois não existia email), para encontrar fornecedores no exterior dependiamos de catálogos impressos que chegavam através dos Correios (não havia sites B2B e nem internet para pesquisar nomes de fornecedores), era necessário ir pessoalmente ao Banco do Brasil pegar guias de importação que precisavam ser datilografadas e entregues depois pessoalmente na agência e tudo era muito mais complicado do que é hoje.

Lembro que muitos colegas desistiram do curso na faculdade e poucos deles ainda trabalham com comércio exterior até hoje. O curso na faculdade começou com cerca de 50 alunos inscritos e terminou com mais ou menos 16 alunos formados e destes 16 apenas uns 4 alunos ainda devem estar trabalhando com comércio exterior. Naquela época (de 1993 a 1997) o mercado não era tão aberto e não havia muitas empresas atuando com importação e exportação.

Atualmente a situação é bem diferente, a economia brasileira cresceu bastante nos últimos anos, temos uma abertura muito maior do mercado para os produtos importados, quase todas as empresas hoje tem interesse em fazer importações e muitas delas já fazem, empresas de todos os portes e de todos os segmentos podem atuar com comércio exterior, o processo contínuo de globalização junto com o rápido desenvolvimento da internet, da informática, dos sistemas de comunicações e também o acesso facilitado aos mais diversos tipos de cursos, aceleraram a inserção do profissional que atua na área de comércio exterior.

Um detalhe interessante que tenho observado entre nossos alunos dos cursos presenciais e à distância é que muitos deles não são formados em Comércio Exterior e que muitas empresas onde eles trabalham (seja pequeno a grande porte e até mesmo multinacionais) não possuem muitos funcionários que são formados nesta área. Posso dizer que 90% dos alunos que tive até hoje (e já tive muitos alunos) não eram formados em Comércio Exterior e que por estarem trabalhando nesta área ou por estarem buscando oportunidades de emprego ou abrir o próprio negócio, resolveram fazer o curso para obter os conhecimentos necessários para trabalhar.

Por outro lado também entendo porque muitas empresas nem sempre fazem questão de ter um profissional formado em Comércio Exterior pois a maioria dos cursos de graduação que são oferecidos atualmente (provavelmente em quase todas as áreas) estão formatados para serem cursos mais teóricos do que práticos e a maioria das pessoas que tem um diploma de bacharel em alguma área, quase sempre possui poucos conhecimentos práticos e quase nenhuma experiência real dentro do ramo de atividade que vai exercer. Então a maioria dos alunos que acabam de formar, tem um diploma mas não sabem trabalhar.

Percebendo esta situação (pela qual também passei após formado em 1997), resolvemos criar nossos cursos de uma forma simples, fácil e didática, unindo a teoria com a prática e desta forma nossos alunos em pouco tempo (mesmo aqueles sem nenhum conhecimento) conseguem alcançar um nível de conhecimento e de capacitação muito alto, que realmente permite atuar nas atividades de comércio exterior de uma empresa e aqueles que já atuam nesta área conseguem aprofundar em assuntos e ganhar conhecimentos que permitirá desempenhar melhor suas atividades.

Quando digo desempenhar melhor as atividades digo até mesmo evitar erros básicos que podem causar grandes prejuízos financeiros para as empresas e já observei diversas vezes nos cursos como alguns alunos percebem durante as aulas como alguns procedimentos anteriores estavam errados e como poderão corrigir e resolver diversas situações com os conhecimentos e orientações recebidos.

E para aqueles que desejam fazer o curso de graduação em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior, coloco abaixo os prós e os contras do curso de graduação:

Prós

– Melhora seu currículo e aumenta suas chances de ser contratado.

– Algumas empresas fazem questão de contratar apenas pessoas formadas nesta área.

– Para exercer algumas atividades será necessário o diploma.

– Você também ganha conhecimentos em outras áreas de Administração de Empresas.

– Você vira um profissional mais valorizado e respeitado no mercado.

– O aluno ganha uma boa base de conhecimentos que facilitará o aprendizado de outros assuntos e na execução das atividades profissionais.

Contras

 – O nível de conhecimento oferecido na maioria dos cursos de graduação é muito baixo.

– Você obterá muito conhecimento teórico e pouco conhecimento prático.

– Você vai ter muitas matérias que não estão diretamente relacionadas com a área de Comércio Exterior.

– Precisará obter conhecimentos complementares fora do curso (seja fazendo outros cursos, estágio ou já trabalhando).

– Alguns assuntos importantes não serão tratados durante o curso.

– O tempo necessário para formar é muito grande (pelo menos 4 anos).

E para terminar este artigo posso dizer que a base de conhecimentos que tive na faculdade foi válida, mas que deixei de aprender muitas coisas importantes que só consegui aprender após concluído o curso (seja através de outros cursos, de livros, de pesquisas, da experiência de outras pessoas, no dia a dia profissional, etc).

Fica aqui minha sugestão final para quem deseja começar a trabalhar na área de comércio exterior:

A curto prazo: faça cursos de alto nível e de boa qualidade (existem vários no mercado) mas que não sejam cursos de nível superior para você poder obter conhecimentos de forma imediata, objetiva e prática.

A longo prazo: se você quiser mesmo ter um curso de nível superior, faça uma boa faculdade para que daqui uns 4 anos você tenha seu diploma como bacharel e esteja melhor capacitado e preparado para atuar no mercado. Atualmente existem poucas faculdades que oferecem o curso de Comércio Exterior, muitas faculdades só oferecem os cursos de Relações Internacionais ou Negócios Internacionais (que não é a mesma coisa). E após obter sua graduação, você pode fazer uma pós ou MBA que também ajuda muito, principalmente se o curso for de boa qualidade e a instituição tiver boa reputação.

Desejo sucesso na sua vida pessoal e profissional.

Professor Henrique Mascarenhas

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Planilha de importação

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Você tem interesse em entender como elaborar corretamente uma planilha de custos na importação?

Se a resposta é SIM então leia este artigo até o final que ele poderá esclarecer algumas coisas importantes pra você.

Elaborar uma planilha de custos na importação parece ser algo fácil e simples mas não é bem assim. Vou explicar.

Primeiramente você tem que considerar que existem várias formas de fazer uma importação, são elas:

Importa Fácil Correios

Remessas Expressas

Via árera

Via marítima

Via terrestre

Dentro destas possibilidades atualmente temos o regime de tributação simplificado – RTS, o regime de tributação unificado – RTU e o regime de tributação normal sendo que cada regime de tributação abrange um tipo de tributação específico a nível federal, como por exemplo, através do Importa Fácil Correios temos sempre 60% de imposto de importação e dentro do regime de tributação normal para cada código de classificação fiscal de mercadorias (código NCM) temos uma alíquota específica para o imposto de importação.

E além de avaliarmos o regime de tributação que se aplica ao nosso processo também precisamos considerar a carga tributária a nível nacional, sendo que cada estado do Brasil tem seu regulamento do ICMS próprio (RICMS) e cada estado define a base de cálculo e as alíquotas do ICMS para cada produto (NCM). E alguns estados do Brasil como Minas Gerais ainda cobram o ICMS ST – Substituição Tributária de muitos produtos importados e seria necessário saber também base de cálculo e a MVA – Margem de Valor Agregado.

Inclusive já vi planilha de custos na importação sendo distribuidas gratuitamente na internet que possui erro na base de cálculo do ICMS e não considera a base de cálculo de cada estado do Brasil.

E alguns estados como Santa Catarina oferecem regime especial para importação o que deve ser considerado também.

Então agora temos que considerar 3 regimes de tributação a nível federal e o ICMS que varia de acordo com cada estado do Brasil e que tem diversas bases de cálculo.

Se considerarmos apenas o ICMS podemos constatar que uma planilha de importação que seja oferecida de forma offline, ou seja, disponibiliza em um arquivo do EXCEL por exemplo não serve pra calcular corretamente os custos da importação pois esta planilha teria que considerar a base de cálculo e as alíquotas para todos os produtos e para todos os estados do Brasil e ainda deve estar atualizada todos os dias, ou seja, isso é uma tarefa IMPOSSÍVEL para qualquer planilha offline que não é abastecida e atualizada todos os dias. E também devemos lembrar que no regime de tributação normal para cada NCM haverá uma carga tributária específica e também seria necessário atualizar a planilha todos os dias. Então se você recebeu uma planilha em EXCEL ou outro formato que promete calcular milagrosamente, automaticamente e corretamente todos os custos do seu processo de importação, CAIA FORA pois esta planilha NÃO FUNCIONA e vai te passar uma projeção ERRADA dos custos REAIS do seu processo de IMPORTAÇÃO.

E outro detalhe é que a taxa de câmbio muda todo o dia e a planilha precisaria estar com a taxa de câmbio atualizada também.

Então agora temos as seguintes variáveis a considerar:

A planilha teria que abranger 3 regimes de tributação diferentes a nível federal.

A planilha teria que abranger o ICMS de todos os estados do Brasil e suas respectivas alíquotas e bases de cálculos.

A planilha teria que abranger a taxa de câmbio atualizada.

A planilha teria que abranger todas as formas possíveis de se fazer uma importação.

E além dos tributos mais conhecidos que são o II – Imposto de Importação, IPI, PIS, COFINS e ICMS a planilha também deveria considerar a taxa de utilização do Siscomex, o AFRMM – Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante nas importações marítimas, taxa para a acessar o sistema MERCANTE e dependendo do produto ainda deverá considerar o Antidumping, CIDE e Medidas Compensatórias.

E até agora só falei dos tributos e não mencionei as DESPESAS NÃO TRIBUTÁRIAS que variam de acordo com cada modalidade de importação, por exemplo:

Análise de riscos de fornecedor no exterior

Despachante aduaneiro ou despesas com desembaraço aduaneiro pelos Correios ou pelas empresas de remessa expressa

Despesas aeroportuárias

Despesas portuárias (que são muitas)

Frete internacional e nacional

Seguro internacional e nacional

Inspeção de produtos na origem

Despesas bancárias ou despesas relacionadas a pagamentos

Outros tipos de despesas

Está claro até este ponto que para você conseguir relacionar corretamente todas as despesas não tributárias você precisa conhecer bem o tipo de importação que irá realizar e muitas vezes precisará da ajuda de um bom despachante aduaneiro e de um bom agente de cargas para ajudar levantar os custos do seu processo de importação que também vai variar de acordo com o INCOTERM usado no momento da compra junto ao fornecedor no exterior, como por exemplo no INCOTERM EXW você arca com todas as despesas na origem até o destino e no incoterm CIF o fornecedor faz o despacho aduaneiro na origem e contrata o frete e o seguro internacional. Então até isso você precisa conhecer bem pois se está fazendo uma compra EXW e a planilha não considera a composição correta do valor aduaneiro da mercadoria que será a base de cálculo de todos os impostos na importação, já começou tudo errado desde aí.

E finalmente vale lembrar que a planilha será sempre uma ESTIMATIVA e nunca apresentará os valores reais da importação, pelos seguintes motivos:

Você está planejando hoje uma importação que vai acontecer no futuro e no futuro valores de câmbio, frete e de outras despesas podem ou serão alterados.

Então o que quero mostrar com este artigo é que não existe uma planilha de custos na importação que seja simples e milagrosa e que calcula automaticamente tudo que você precisa. A planilha deve servir apenas de referência para você entender as possibilidades de importação e os principais componentes de custos, mas no final você terá que fazer contas e levantar despesas para fazer uma estimativa correta e se não conhecer ou não tiver experiência com importação a chance de você cometer erros e fazer uma estimativa ERRADA é ENORME, então sempre que necessário conte com a ajuda de quem realmente entende do assunto e tem experiência suficiente para estar fazendo isso.

Até breve!

Professor Henrique Mascarenhas

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CHECKLIST NA IMPORTAÇÃO

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Muitas pessoas quando estão iniciando um processo de importação ficam imaginando quais seriam os principais passos a serem realizados e para ajudar a entender melhor cada etapa criamos um check list da importação, vamos a eles:

FASE 1 – PLANEJAMENTO INICIAL

Antes de começarmos a importar precisamos verificar se realmente vale a pena fazer a importação, então iremos fazer uma análise do ponto de vista financeiro e administrativo começando pelas seguintes etapas:

1- CLASSIFICAÇÃO FISCAL DAS MERCADORIAS

Encontrar a classificação fiscal correta das mercadorias é um passo fundamental.

Se encontrarmos o código de classificação fiscal errado teremos iniciado todo o processo de importação de forma errada pois não saberemos qual a carga tributária correta e se a mercadoria está sujeita a licença de importação ou algum tipo de sobretaxa (como por exemplo antidumping).

O código NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul é um código de 8 dígitos que identifica a mercadoria, a carga tributária e os tratamentos administrativos (necessidade de licença de importação). Então precisamos encontrar este código para seguir em frente.

2- LICENÇA DE IMPORTAÇÃO

Se o produto estiver sujeito a licença de importação precisamos saber qual o órgão anuente e quais são os procedimentos e custos para conseguir esta licença.

Exemplo: Brinquedos precisam de licença de importação do INMETRO.

Lembrando que se a mercadoria precisar de licença de importação não poderemos importar pelos correios / Importa Fácil ou remessa expressa, neste caso teremos que habilitar a empresa no Radar / Receita Federal e fazer um processo de importação formal (formal import), normalmente com despachante aduaneiro próprio.

Você até pode usar o frete de alguma empresa de remessa expressa, mas o despacho aduaneiro não será enquadrado nesta modalidade.

3- FORNECEDORES NO EXTERIOR

Precisamos localizar fornecedores confiáveis no exterior e pedir uma cotação formal da parte deles, esta cotação formal é conhecida como fatura proforma (proforma invoice). Na fatura teremos as condições de compra e venda bem detalhadas.

É importante ter conhecimento e experiência para analisar corretamente os dados da fatura pois através dela já poderemos até mesmo descartar um fornecedor ou solicitar diversas alterações.

Também precisamos analisar se o fornecedor é mesmo confiável para evitar tratar com empresas que não são idôneas ou até mesmo com pessoas físicas que estão se passando por pessoas jurídicas no exterior.

4- ESTIMATIVA DE CUSTOS

O próximos passo é fazer uma planilha com a estimativa de custos da importação, considerando a forma de importação a ser feita (correios, remessa expressa, aérea, marítima ou rodoviária). Cada modalidade de importação tem suas particularidades, seus custos e seus riscos.

Na planilha de custos teremos que considerar as principais despesas tributárias e não tributárias como por exemplo:

Exemplo de despesas tributárias

AFRMM – Adicional de frete para renovação da marinha mercante (nas importações marítimas)

COFINS – Contribuição para fins sociais

II – Imposto de importação

ICMS – Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (estadual)

IPI – Imposto sobre produtos industrializados

PIS – Programa para inclusão social

Exemplo de despesas não tributárias

Armazenagem

Capatazia / Movimentação da carga

Câmbio

Consultoria

Despesas de logística

Despachante aduaneiro / Despacho aduaneiro

Frete

Inspeção de produtos na origem

Seguro

Uma vez concluída esta estimativa de custos e considerando que a importação é mesmo víavel, passaremos para a etapa seguinte que será realizar o processo de importação.

FASE 2 – REALIZAR O PROCESSO DE IMPORTAÇÃO

Aqui nesta etapa precisamos avaliar o seguinte:

1- HABILITAÇÃO DA EMPRESA NO RADAR e do RESPONSÁVEL LEGAL NO SISCOMEX

Dependendo do tipo de importação a ser feita precisaremos de habilitar a empresa no RADAR e o responsável legal no SISCOMEX.

Lembrando que as importações através dos correios e por remessa expressa dentro dos limites estabelecidos por lei não exigem que a empresa tenha esta habilitação.

2- CADASTRO DA EMPRESA NO SISTEMA MERCANTE

Para importações marítimas a empresa precisa estar cadastrada no sistema MERCANTE onde é recolhido o AFRMM.

3- CADASTRO NO SISTEMA IMPORTA FÁCIL DOS CORREIOS

Para empresas que forem importar pelos correios é necessário fazer previamente o cadastro da empresa e do processo de importação e orientar o fornecedor a forma correta de fazer a postagem das mercadorias.

4- DESPACHANTE ADUANEIRO E AGENTE DE CARGAS

Dependendo do tipo de importação a ser feita precisaremos definir um despachante aduaneiro e um agente de cargas.

5- PAGAMENTO AO FORNECEDOR NO EXTERIOR

Dependendo da forma de pagamento exigida pelo fornecedor precisaremos de ter cadastro da empresa junto ao departamento de câmbio do banco ou junto a uma corretora de câmbio.

6- FORNECEDOR NO EXTERIOR

Precisamos orientar o fornecedor sobre a documentação necessária no processo de importação, verificar se a documentação está correta e pedir para corrigir alguns erros quando necessário.

Também precisamos orientar o fornecedor sobre como realizar a marcação correta das caixas e passar algumas orientações sobre o embarque da mercadoria.

Dependendo do tipo de importação a ser feita será necessária a atuação do agente de cargas nesta etapa.

7- EMBARQUE E CONCLUSÃO DO DESPACHO ADUANEIRO

Após o embarque da mercadoria no exterior precisamos acompanhar a chegada da mercadoria no Brasil e o andamento e a conclusão do processo de despacho aduaneiro, com o devido recolhimento dos impostos e pagamento das demais despesas da importação.

8- CONCLUSÃO DA IMPORTAÇÃO

O processo termina com a entrega da mercadoria ao importador e a emissão da nota fiscal de entrada dos produtos.

Espero que este passo a passo / checklist seja útil e ajude a entender melhor quais são as etapas do processo de importação de uma empresa.

Atenciosamente,

Professor Henrique Mascarenhas

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Produtos chineses são bons?

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Foto por Oleg Magni em Pexels.com

 

Uma revolução no sentimento do consumidor se espalhou pela China. “Made in China” já não significa intrinsecamente barato, inferior e fora de moda.

A respeitável marca chinesa emergiu, e alguns não apenas alcançaram seus rivais estrangeiros mais estabelecidos, mas realmente começaram a superá-los na China e além.
Em 2011, 70% das vendas de smartphones na China eram de três marcas estrangeiras: Nokia, Samsung e Apple. Naquela época, a miríade de fabricantes locais de eletrônicos e marcas domésticas nascentes era pouco mais do que impostores baratos, sem qualidade e simplesmente sem o mesmo status social dos telefones caros e modernos que dominavam o mercado.

Mas agora, sete anos depois, isso mudou. No ano passado, oito das dez maiores marcas de smartphones eram chinesas, com a Huawei e a Xiaomi nos primeiros lugares e marcas locais corroendo rapidamente as duas marcas estrangeiras, Apple e Samsung.

Este ano, a tendência continuou. A Oppo, uma empresa chinesa de alta tecnologia e mídia, tornou-se recentemente a segunda marca de smartphone mais popular na China, cujo crescimento de 67% foi suficiente para impulsioná-la além da Apple.

De acordo com vários relatórios, sete das dez principais marcas de smartphones do mundo são agora chinesas. Isso inclui a Huawei, que não é apenas a principal marca de celulares do continente, mas atualmente ocupa o segundo lugar na Europa e a número três no mundo.

Uma mudança de perspectiva e qualidade

As marcas chinesas não são mais inerentemente desprezadas, como eram há alguns anos atrás. De acordo com um relatório recente, 62% dos consumidores chineses agora preferem as marcas chinesas em detrimento das estrangeiras se a qualidade e o preço são iguais. Cinco anos atrás, teria sido bem menos da metade.
A atribuição dessa drástica reviravolta no sentimento do consumidor se dá por meio de quatro fatores principais:

1 – Muitas marcas chinesas melhoraram drasticamente a qualidade de seus produtos

Este é, de longe, o mais importante impulsionador dessa transição: “Made in China” não é mais “ruim”. Os fabricantes da China inicialmente encontraram seu nicho preenchendo os mercados mundiais com produtos de baixo custo, agora também estão produzindo alguns dos itens mais sofisticados, inovadores e de alta qualidade disponíveis, e o sentimento do consumidor em todo o mundo se ajustou de acordo.

2 – Os consumidores chineses estão cada vez mais confiantes na prova social que vem com marcas nacionais

Marcas estrangeiras não são mais novidade na China. Eles tiveram uma grande presença no país durante a maior parte de uma geração e, para os jovens do jet set do país, marcas internacionais como a Apple e a Starbucks estão em declínio no que diz respeito à sua capacidade de ajudar a exibir sua riqueza, sofisticação e mundanismo.

Elas estão se tornando apenas uma parte normal da paisagem – um punhado de opções para escolher entre muitas outras. Como alguns produtos chineses não são mais funcionalmente inferiores aos seus equivalentes estrangeiros, a base que as marcas internacionais já tiveram está se desgastando rapidamente.

A queda livre da Apple na China – queda de 26% nas vendas até agora este ano – é apenas um exemplo disso. Os consumidores chineses não precisam mais de uma marca estrangeira para mostrar que são legais.

3 – Comprar marcas chinesas é cada vez mais visto como um ato patriótico

O desejo do povo chinês de apoiar marcas chinesas por razões idealistas ou patrióticas também está aumentando rapidamente.

As pessoas se sentirão encorajadas a apoiar uma marca chinesa porque são pessoa chinesas. Se olharmos para 2011, 31% dos consumidores chineses queriam apoiar as empresas chinesas comprando produtos chineses. Apenas um ano depois, foi de 43%. É representativo da rapidez com que os consumidores chineses estão amadurecendo.

4 – O cinema inaugura um renascimento da cultura chinesa

A cultura chinesa contemporânea está sendo ajudada em grande parte pelo crescimento do cinema, que está usando seu poder brando para promover marcas chinesas, semelhante à maneira como Hollywood promove marcas ocidentais como Starbucks e Nike.

Em 2012, 47,6% das bilheterias chinesas eram filmes locais, mas no ano passado isso aumentou para 62%, o que é algo que molda o orgulho nacional e uma preferência por tudo o que é chinês.

Algumas marcas chinesas também costumam ter uma compreensão avançada dos numerosos e complexos mercados de seu país, e são capazes de elaborar estratégias de vendas e características de produtos altamente otimizadas para o local.

O Oppo tornou-se um modelo de exemplo de uma marca chinesa usando campanhas de marketing direcionadas localmente e inovações tecnológicas em seu benefício.

Fonte:

Destino China

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https://www.destinochina.com/produtos-chineses-sao-bons/