Com setor de saúde em crescimento, empresas brasileiras miram negócios na África

Nove empresas associadas à ABIMO participam da principal feira de saúde do Oeste da África, entre os dias 11 e 13 de outubro, em Lagos, na Nigéria

Os países africanos, em maior ou menor grau, enfrentam déficit de leitos e profissionais da saúde, de maneira que investimentos são necessários para reduzir essa carência. Além de programas internacionais de melhoria da qualidade de vida, diversos são os países que aplicam considerável fatia de seu PIB para ampliar a infraestrutura de saúde. Ainda assim, o setor cresce de maneira sustentável há anos, com investimentos cada vez maiores dos governos.

Diante desse cenário, nove empresas associadas à ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) e que fazem parte do Projeto BHD (Brazilian Health Devices), executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), estarão presentes entre os dias 11 e 13 de outubro na Medic West Africa, principal e feira da área da saúde do Oeste da África, que acontece em Lagos, na Nigéria.

O Brazilian Health Devices expõe pela segunda vez do evento e aposta na participação das empresas brasileiras, pois a região depende de importações de produtos do setor médico-hospitalares. A Nigéria é hoje a 1ª economia do continente africano, com uma população de 182 milhões de habitantes.

Além disso, alguns países estão na fase de implantação de sistema universal de saúde, como Gana, onde 54% da população já têm cobertura. Segundo o relatório sobre financiamento da saúde na África intitulado “Financiamento Público da Saúde em África, até 2022, a maioria da população na África será coberta por algum tipo de plano de saúde, público ou privado. Isso está gerando demanda de produtos e de know-how. Em 2016, mais de US$ 80 milhões em produtos foram exportados para a Nigéria, somente pelas companhias apoiadas pelo Projeto BHD.

Os principais produtos brasileiros exportados para a Nigéria foram aparelhos de diagnóstico, produtos para obturação dentária, instrumentos e aparelhos de diagnóstico odontológico, cadeiras de dentistas, silicones, cimentos para reconstrução óssea, equipamentos de mecanoterapia, psicotécnica e massagem, mobiliários para medicina, ceras para dentistas, entre outros produtos.

Negócios

Focada na comercialização de produtos médico-hospitalares, a Samtronic participa pela vez da feira e espera visitas do norte e oeste do continente africano. “A feira será a nossa primeira ação para prospectar distribuidores da região. Esperamos pelo menos cinco empresas dispostas e capazes de distribuidor a nossa marca”, explica Everton Silva, supervisor de exportação da empresa, que aposta na comercialização de bombas de infusões volumétrica e por seringa. “Sabemos do potencial que o continente africano possui atualmente, por isso é importante estarmos presentes nesses eventos”, completa Silva.

Pela primeira vez também, a DFL acredita na apresentação de anestésicos injetáveis e tópico, clareadores, resinas e ionômeros de vidro para alcançar contatos com potenciais compradores africanos. Ao lado da Samtronic e da DFL, a LB Diagnóstica estreia no mercado nigeriano com grandes expectativas de ampliar a rede de contatos comerciais por meio da mostra de testes rápidos de sangue e com o CoproPlus, solução para o exame parasitológico, que conserva a amostra por até 30 dias, sem a necessidade de refrigeração.

A Fanem já é uma multinacional brasileira conhecida e exporta seus produtos para mais de 100 países. O continente africano representa importante parcela dos negócios da empresa e tem despontado cada vez mais como continente de boas oportunidades e potencial comercial. Nesta sexta participação na Medic West Africa, a empresa almeja aumentar a rede de contatos e a presença da marca na Nigéria. “Levaremos para a feira a nossa linha de fototerapias, pois a Nigéria é o país com a maior incidência relativa de icterícia neonatal no mundo”, ressalta Fernando Jacinto, chefe de departamento trading da Fanem. “O mercado nigeriano é diversificado e descentralizado, onde é possível trabalhar toda a nossa linha de produtos”, complementa.

Além dessas empresas associadas, participam a Bionnovation, Driller, Loktal, Ibramed e Ortosintese. A Medic West Africa acontece no Landmark Center e recebe mais de 4 mil profissionais de saúde. Em conjunto com a exposição, também ocorrem conferências e apresentações sobre os avanços na área da saúde.

SOBRE O BRAZILIAN HEALTH DEVICES

O PS (Projeto Setorial) Brazilian Health Devices, realizado pela ABIMO em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), tem como missão fomentar as exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área da saúde. Brazilian Health Devices é a marca que reúne as indústrias exportadoras do setor e as representa internacionalmente.

SOBRE A ABIMO

A ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) é a entidade representante da indústria brasileira de produtos para a saúde que busca promover o crescimento sustentável do setor no mercado nacional e internacional.

SOBRE A APEX-BRASIL

A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) tem a missão de desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a internacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estrangeiros diretos. A Apex-Brasil apoia, atualmente, mais de 12 mil empresas de 80 setores produtivos da economia brasileira, que exportam para mais de 200 mercados. A Agência também coordena os esforços de atração de IED (investimentos estrangeiros diretos) para o país.

Aprenda Comércio Exterior

www.cursosdecomercioexterior.com.br

whatsapp: 31 98411.8218

Anúncios

Proximidade do verão faz aumentar a importação de cerveja

As importações brasileiras de cervejas continuam aquecidas. Mesmo quem não gosta da bebida e muito menos sabe diferenciar uma Golden Strong Ale de uma Weissbier pode perceber que restaurantes, supermercados, bares e casas especializadas andam repletas dessas novidades vindas de outras regiões do mundo. Na Allog International Transport, por exemplo, a importação de cerveja vem crescendo anualmente. Ainda que a compra da bebida ocorra durante todo o ano, é possível observar uma demanda maior no período que antecede a temporada de verão no Brasil.

Países como Holanda, Alemanha e Bélgica, na Europa; e México e Uruguai, na América Latina, lideram o ranking das importações intermediadas pela empresa. De acordo com Caroline Ferlin, Key Account Manager de importação marítima da Allog, as cervejas são importadas pelos modais marítimo e rodoviário. O carregamento da bebida na importação marítima é feito em contêiner de Dry Van e as garrafas vêm acomodadas em caixas de papelão dentro de pallets ou slip sheets. “Devido às regulamentações brasileiras do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os pallets de madeira e materiais de peação devem receber tratamento fitossanitário para que sejam aceitos no país”, diz.

Segundo Caroline, há casos em que é necessário manter o produto sob refrigeração durante todo o processo da cadeia logística, como na importação de chope em barril. Neste caso, o transporte ocorre em contêiner reefer com temperatura controlada. Além da importação do produto acabado – a cerveja pronta para o consumo – a empresa ainda movimenta matéria-prima para a produção nacional, como lúpulo, cevada, malte e levedura, bem como materiais para embalagens, maquinários para fábricas, entre outros.

O mercado brasileiro de cerveja é o terceiro maior do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. O setor gera cerca de 2,2 milhões de empregos e sua receita corresponde a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, contribuindo com R$ 23 bilhões de impostos ao ano. O Brasil fabricou 14,1 bilhões de litros de cerveja em 2016.

Fonte: Buriti Jornalistas Associados

Aprenda Comércio Exterior
whatsapp: 31 98411.8218

Curso presencial de importação no Rio de Janeiro

OBJETIVO

Capacitar o participante para planejar e gerenciar corretamente todas as etapas e procedimentos do processo de importação de uma empresa, de forma legal e profissional

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

– Incoterms – International Commercial Terms, versão 2010:EX-WORKS, FCA, CPT, CIP, FOB, FAS, CFR, CIF, DAT, DAP, DDP

– Habilitação da empresa no RADAR: modalidade e procedimentos para habilitação

– Classificação Fiscal de Mercadorias: Sistemas NCM/SH e TSP

– Importação terceirizada: importação por conta e ordem de terceiros e por encomenda

– Logística para Importação: marcação de volumes, modais de transporte, composição do frete, seguro, tipos de: avarias, cargas, containers, navios, além de planejamento do processo de logística

– Cálculo de tributos e despesas incidentes na importação: II, IPI, ICMS, PIS, COFINS, AFRMM, outras taxas e despesas incidentes no processo

– Investigações e defesa comercial: produtos sujeitos a processos de investigação comercial, salvaguardas, antidumping ou medidas compensatórias

– Estimativa de custos da mercadoria a ser importada: elaboração de planilha de custos na importação para estimar custos da mercadoria a ser importada, bem como as despesas tributárias e não tributárias que incidem na importação

– Planejamento das despesas incidentes

– Tratamentos administrativos: importações sujeitas à licença de importação, antidumping e medidas compensatórias

– Modalidades de pagamento na importação: antecipado, remessa sem saque, cobrança documentária, Carta de Crédito

– Contrato de câmbio: Modelo

-Documentação usada na Importação: Fatura Pro-Forma, Fatura Comercial, Packing List, Conhecimento de Embarque, Contrato de Câmbio

– Importação Paralela: Referências jurídicas sobre a possibilidade de importar produtos de marcas conhecidas

– Localização de fornecedores no exterior: como localizá-los

– Exercícios práticos sobre o conteúdo do curso

– Referências de prestadores de serviços: empresas que trabalham com classificação fiscal de mercadorias, logística e despacho aduaneiro

MINISTRADO POR

Henrique Mascarenhas – Graduado em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior; MBA em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas; Certificado em Estratégia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, em Ética pela Fundação Getúlio Vargas em Parceria com a Universidade da Califórnia e em Didática do Ensino Superior pela Fundação Getúlio Vargas

INFORMAÇÕES 

DATA: 24 de novembro (sexta-feira)

HORÁRIO: 8h30 às 16h30

LOCAL: RB Center – Av. Rio Branco nº 81 – 13º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ

CONTATO

IBEPE

 

Telefone: (21) 2051-2612

Celular | Whatsapp: (21) 99421-0837 / 99417-6951

E-mail contato@ibepe.org.br