Exportação de produtos de origem vegetal é simplificada

abundance agriculture bananas batch

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) publicou, no dia 27 de novembro, a Instrução Normativa (IN) n° 71, no Diário Oficial da União (DOU), estabelecendo novos procedimentos e critérios para a emissão do Certificado Fitossanitário (CE) e do Certificado Fitossanitário de Reexportação (CFR). Os documentos são utilizados na certificação fitossanitária internacional de vegetais, partes de vegetais, produtos de origem vegetal e outros artigos regulamentados e exportados pelo Brasil.

Os certificados são emitidos observando os requisitos fitossanitários estabelecidos pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do país importador. O professor de Comércio Exterior e Negócios Internacionais da GS Educacional, Henrique Mascarenhas, ressalta que a ação terá impacto positivo no comércio internacional dos produtos brasileiros mantendo as garantias das conformidades fitossanitárias. “O processo simplificado também diminui a burocracia para o exportador, favorecendo o empresário, e consequentemente, o aumento das exportações”, conta.

As principais mudanças geradas pela IN são:

  • Atualização de banco de dados no site do Mapa, com exigências dos países importadores de forma simplificada e harmonizada;
  • Retirada da necessidade de autorizações de embarque e de declarações, que dificultavam o comércio internacional de sementes;
  • Facilidades na emissão de certificados, com a possibilidade de inserção de informação em outros idiomas, além do português;
  • Mecanismos de autenticidade nos certificados emitidos pelo Governo Federal, dificultando fraudes e proporcionando maior confiabilidade.

A IN 71 entrará em vigor a partir de 27 de fevereiro de 2019.

Fonte: http://www.fecomerciomg.org.br/2018/12/exportacao-de-produtos-de-origem-vegetal-e-simplificada/


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Relação comercial com a Ásia impulsiona movimentação de carga no Brasil

cargo container lot

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Fonte: Luciana Zonta
Buriti Jornalistas Associados

A China continua sendo o maior mercado consumidor do Brasil, destino de 26,8% das exportações brasileiras realizadas de janeiro a outubro, com alta de pouco mais de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado (22,5%). Os números são do relatório estatístico do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e correspondem a uma movimentação financeira na ordem de US$ 199.079.344.901 (valor FOB – Free On Board – no período).

O bom desempenho dos negócios do país com os parceiros do continente asiático contribuiu para aumentar a movimentação de contêineres da Allog, empresa especializada em logística internacional, para a região em 56% em 10 meses de 2018, na comparação com 2017. O aumento das movimentações da Allog para Ásia acompanha a tendência atual de crescimento da relação comercial entre o Brasil e o continente. Os embarques se dão principalmente por Navegantes, Itajaí, Itapoá e Imbituba, em Santa Catarina, além de Rio Grande (RS) e Santos (SP).

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, a Ásia (incluindo a China e a Índia) e a África ocuparam lugar de destaque na agenda do governo federal , tanto pelo papel que já desempenham na economia global quanto pelo seu potencial de crescimento. Entre os itens movimentados pela Allog com destino àquela região, destaque para a glicerina, madeira, produtos químicos, produtos têxteis, tabaco, resina (tanino), utensílios domésticos e ração animal.

A balança comercial do Brasil deve repetir este ano o resultado do ano passado, afirmou recentemente o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima. Em 2017, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 67 bilhões, o melhor resultado desde 1989, início da série histórica do MDIC. Entres os países asiáticos, a China respondeu durante todo o ano passado por 21,81% do vendido pelo Brasil para o exterior e 81% desse comércio está concentrado em produtos básicos – soja e minérios correspondem a 62% das exportações.


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Importação sem barreiras

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Por Erica D. Reinert, consultora da UP Comex

Fonte: Sabryne Anne – melz.com.br

O desenvolvimento de novas tecnologias têm facilitado o processo de integração econômica entre os países, aproximando negócios. Hoje, independentemente de porte, qualquer empresa pode comprar bens e serviços de todos os lugares do mundo, com preços menores e recursos oportunos a sua organização. A situação é a oportunidade para pequenas e médias companhias operarem na intermediação desse consumo, ofertando produtos estrangeiros no Brasil.

Ao atuar com a importação, as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), por exemplo, podem conquistar baixos custos de aquisição de mercadorias ou matéria-prima. Desta forma, tendo como benefício o tempo do produto chegar a ser menor do que o período que levaria com fabricação nacional, otimizando processos e impulsionando resultados.

No entanto, eu, como atuante no mercado de comércio exterior há mais de 20 anos, sei que a internacionalização, como qualquer outra mudança no negócio, também oferece riscos se feita sem planejamento. Por isso, se uma marca quer importar precisa se destinar antecipadamente às pesquisas de mercado.

É indispensável analisar detalhadamente os números externos, se atentando ao mercado em que a empresa está inserida, segmento de atuação, público-alvo, concorrência e produtos. Além disso, é necessário ter conhecimento sobre o comércio internacional para realizar boas compras, bem como a respeito do consumidor interno para efetuar as vendas.

Sempre digo que, no momento da decisão sobre a atuação internacional, as empresas devem manter os pés no chão. Precisam entender que nem sempre o maior mercado é o mais adequado para se investir. Os menores, muitas vezes, podem ser mais benéficos, principalmente para quem está iniciando no processo de internacionalização.

Além disso, para não meter os pés pelas mãos, o ideal é traçar um plano de negócios. A empresa precisa se cercar de informações confiáveis, levando em conta estratégias, barreiras comerciais, burocracia e legislação. Só assim é possível ter passos bem definidos sem riscos de estagnar em processos que podem levar o objetivo por água abaixo.


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O que é Entreposto Aduaneiro?

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O que é?

O regime especial de entreposto aduaneiro na importação é o que permite a armazenagem de mercadoria estrangeira em recinto alfandegado de uso público, com suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação incidentes na importação.  (Art. 404 do Regulamento Aduaneiro – RA)

Que mercadorias podem permanecer no entreposto?

Além de mercadorias estrangeiras, podem ser destinadas ao entreposto, outros bens elencados no Art. 405 do RA.

Quem são os beneficiários do regime?

De acordo com o art. 406 do RA, são beneficiário do regime de entreposto aduaneiro na importação:

I – o promotor do evento, no caso a que se refere o inciso I do art. 405 ( feira, congresso, mostra ou evento semelhante, realizado em recinto de uso privativo, previamente alfandegado para esse fim);

II – o contratado pela empresa sediada no exterior, no caso a que se referem os incisos III e IV do art. 405 (Lei nº 10.833, de 2003, art. 62, parágrafo único); ou

III – o consignatário da mercadoria entrepostada, nos demais casos.

Quanto tempo os bens podem permanecer no recinto?

Em regra geral, a mercadoria poderá permanecer no regime de entreposto aduaneiro na importação pelo prazo de até um ano, prorrogável por período não superior, no total, a dois anos, contados da data do desembaraço aduaneiro de admissão.

Em situações especiais, poderá ser concedida nova prorrogação, respeitado o limite máximo de três anos.

Na hipótese de a mercadoria permanecer em feira, congresso, mostra ou evento semelhante, o prazo de vigência será equivalente àquele estabelecido para o alfandegamento do recinto.

Nas hipóteses referidas nos incisos III e IV do art. 405 do RA, o regime será concedido pelo prazo previsto no contrato.

Ao final do período de permanência, qual a destinação dos bens?

A mercadoria deverá ter uma das seguintes destinações, em até quarenta e cinco dias do término do prazo de vigência do regime, sob pena de ser considerada abandonada:

I – despacho para consumo;

II – reexportação;

III – exportação; ou

IV – transferência para outro regime aduaneiro especial ou aplicado em áreas especiais.

Mais disposições, sugere-se a leitura do art. 409 do RA.

Fonte: SRF

O que é reexportação

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Reexportação é o procedimento administrativo pelo qual a mercadoria que ingressou a título não definitivo, vale dizer, não nacionalizada, retorna ao exterior.

É o regime utilizado para retorno ao exterior de mercadoria que ingressou no regime de admissão temporária e entreposto aduaneiro. A reexportação é uma das formas de extinção do regime de admissão temporária.

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Alteração na Instrução Normativa 1737 sobre despacho aduaneiro de remessas expressas

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Altera a Instrução Normativa RFB nº 1.737, de 15 de setembro de 2017, que dispõe sobre o tratamento tributário e os procedimentos de controle aduaneiro aplicáveis às remessas internacionais, e a Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006, que dispõe sobre a utilização da declaração simplificada na importação e na exportação.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 327 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 430, de 9 de outubro de 2017, e tendo em vista o disposto no inciso VI do art. 15, no inciso II do art. 31, no § 2º do art. 58, no art. 61, nos incisos XV e XVI do art. 105 e no art. 132 do Decreto-Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, no Decreto-Lei nº 1.804, de 3 de setembro de 1980, e nos arts. 168, 577, 578, 586, 594, 595 e 596 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, resolve:

Art. 1º A Instrução Normativa RFB nº 1.737, de 15 de setembro de 2017, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 5º A empresa na condição de transportador e depositário de mercadorias sob controle aduaneiro, certificada no Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA) na modalidade OEA Segurança, ou a empresa certificada no Programa OEA na condição de transportador que venha a operar em estabelecimento depositário de mercadorias sob controle aduaneiro que seja certificado no Programa OEA na modalidade OEA Segurança, poderá ser habilitada para operar o despacho aduaneiro de remessas expressas, na modalidade especial, desde que atenda aos requisitos estabelecidos no art. 4º e disponha, no recinto onde opera, de área de seu uso exclusivo e de infraestrutura adequada, em termos de:

…………………………………………………………………………………………………

§ 3º As áreas mencionadas nas alíneas “a” e “b” do inciso II do caput deverão ser subdivididas em áreas destinadas a cargas sujeitas a despacho aduaneiro com base no Siscomex Importação ou no Portal Único de Comércio Exterior, conforme o caso, e em áreas destinadas às demais cargas.

…………………………………………………………………………………………………..

§ 8º Ficará vedada de realizar o despacho aduaneiro de remessas na modalidade especial, a empresa de courier que venha a ter seu certificado OEA Segurança suspenso ou cancelado.

§ 9º A vedação a que se refere o § 8º também se aplica caso o estabelecimento depositário localizado em zona secundária venha a ter seu certificado OEA Segurança suspenso ou cancelado.” (NR)

“Art. 19. ………………………………………………………………………………………

§ 1º …………………………………………………………………………………………….

……………………………………………………………………………………………………

IV – declaração registrada no Siscomex Importação ou no Portal Único de Comércio Exterior; ou

………………………………………………………………………………………………………..” (NR)

“Art. 38. ……………………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………………….

IV – bens importados por missões diplomáticas, repartições consulares e representações de organismos internacionais, de caráter permanente, de que o Brasil seja membro, e pelos seus respectivos integrantes, observadas as demais formalidades previstas na legislação específica;

V – bens importados pela União, por estado, pelo Distrito Federal e por município, e pelas respectivas autarquias, com isenção ou imunidade tributária; e

VI – bens importados por fundação instituída e mantida pelo Poder Público, com imunidade tributária, conforme os termos do art. 44.

…………………………………………………………………………………………….” (NR)

“Art. 66. As remessas internacionais que contenham bens cujo tratamento administrativo aplicável às exportações indique a necessidade de anuência por órgão ou entidade da Administração Pública Federal responsável por controles específicos no comércio exterior serão submetidas a despacho aduaneiro por meio da declaração Única de Exportação (DU-E).

…………………………………………………………………………………………….” (NR)

“Art. 67. ………………………………………………………………………………………..

I – por meio do formulário da DRE, conforme modelo constante no Anexo III desta Instrução Normativa, apresentado na forma disciplinada pela Coana, no caso de bens enviados ao exterior, em caráter definitivo, até o limite de US$ 1.000,00 (mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda, por remessa, no caso de exportações realizadas:

a) por pessoa jurídica ou por produtor rural, artesão, artista ou assemelhado, conforme previsto na legislação específica; ou

b) por pessoa física, cuja operação não caracterize destinação comercial ou fins industriais;

II – por meio do formulário da DSE e de sua Folha Suplementar, nas hipóteses previstas na norma específica; ou

III – por meio de registro de DU-E, no Portal Siscomex, no caso de bens exportados por pessoa física ou jurídica, observada a legislação específica.

……………………………………………………………………………………………………

§ 2º O despacho aduaneiro realizado nas condições previstas na alínea “a” do inciso I do caput somente poderá ser utilizado mediante apresentação de nota fiscal eletrônica que ampare a exportação dos bens objeto da remessa, exceto nas hipóteses em que a legislação de regência dispensa a apresentação do documento.

§ 3º O despacho aduaneiro realizado nas condições previstas nos incisos I e II do caput não poderá ser utilizado para bens sujeitos ao Imposto de Exportação.

§ 4º As empresas de courier e a ECT ficam obrigadas a manter controle eletrônico dos registros em DRE.

§ 5º A Coana disciplinará a forma pela qual devem ser prestadas informações complementares à RFB, relativas à DRE em formato eletrônico.” (NR)

“Art. 75. Poderão ser submetidos ao regime de exportação temporária, até o limite de US$ 3.000,00 (três mil dólares dos Estados Unidos da América) por remessa internacional, bens para conserto, reparo ou restauração, hipótese em que o dossiê digital de atendimento será dispensado, desde que:

…………………………………………………………………………………

II – o despacho aduaneiro seja processado com base em DU-E;

III – a descrição do bem na DU-E seja pormenorizada e, quando cabível, com indicação do número de série; e

…………………………………………………………………………………

§ 3º A reimportação na condição de remessa internacional será realizada por intermédio de DIR, que deverá ser registrada com o tratamento tributário de não incidência, com a indicação do número da DU-E correspondente à exportação e do número de série do bem, além de sua descrição pormenorizada.” (NR)

Art. 2º A Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006, passa a vigorar com a seguinte alteração:

“Art. 54-A. ……………………………………………………………………

Parágrafo único. Em caso de despacho de importação de bagagem desacompanhada realizada por meio de remessa expressa internacional, transportada sob responsabilidade de empresa de transporte internacional expresso porta a porta, a DSI poderá ser transmitida para registro por servidor da RFB lotado na unidade responsável pelo despacho aduaneiro, por meio de função específica no Siscomex, nos termos do § 2º do art. 7º.” (NR)

Art. 3º Fica revogado o § 2º do art. 66 da Instrução Normativa RFB nº 1.737, de 15 de setembro de 2017.

Art. 4º Esta Instrução Normativa entra em vigor 30 (trinta) dias após a data de sua publicação no Diário Oficial da União.

JORGE ANTONIO DEHER RACHID

Fonte : Receita Federal